Gente, quanta emoção nesse final de livro!
Torço para que nosso anjo Bennie não esteja sofrendo nas mãos desse maluco? Mas quem será ele? Ou será ela? O que Drew descobriu? Deus! Quanta pergunta.
Não perca tempo! Leia logo o capítulo!
Drew
Campbell
— Me responda! Como você pode
compactuar com isso? – falo mais alto que o de costume
— Do que você está falando,
meu filho? – Meu pai entra no quarto – Com o que ela compactuou?
— Olha isso. – Passo o celular
para ele
— De quem são esses números?
— Um deles é de Taylor, o que
ele usava para chantagear Emily. – E me volto para ela novamente – Como? Por
quê? Por quê, mãe?! – Estou aos gritos
— Você não fez isso? Fez?! – A
voz de meu pai refletia decepção.
— Eu não fiz nada! – Ela tenta
se defender
— Como não?! E essas
mensagens? Vai dizer que eu estou lendo errado, mãe? Que você não mandou ou
recebeu essas mensagens?
— Para de mentir, Molly. Por
que você colocou esse homem em nossas vidas?
— Não fui eu quem o colocou em
nossas vidas, foi ela.
— Mãe, ele não sabia onde nós
morávamos, não sabia que Emily estava aqui muito menos dos meninos. A senhora
disse a ele, a senhora colocou seus netos em perigos. Por sua causa, Emily
quase morreu.
— Não. Não foi minha culpa. O
que eu fiz foi pensando em meus netos e em você, meu filho.
— Pensando em mim?!?! – Grito
novamente
— O que está acontecendo? –
Artie entra no quarto – Ei, cara, por que está gritando com a mamãe?
— Leia isso. – Meu pai lhe
passa o celular
— O que significa isso, mãe? –
A voz dele é dura, porém calma
— Significa que ela entrou em
contato com aquele maníaco e minha namorada, mãe de meus filhos quase morreu.
Ainda diz que fez pensando em mim. – Já perdi completamente o controle. –
PENSANDO EM MIM! Quero você fora da minha casa hoje. – Estou gritando
— Filho não faz isso. – Ela me
segura
— HOJE, OUVIU D. MOLLY?
— Drew? Por que você está
gritando com sua mãe? – Olho para a porta e vejo Emily, Ash, Penny e Lisa no
corredor.
— Por nada. Vou procurar meu
filho. – Volto me para ela pela última vez. – E espero que não tenha acontecido
nada com ele. – E saio do quarto, sem olhar para traz e sem responder a Emily.
Emily
Campbell
Não pude ficar na presença de
Drew. A culpa era minha que meu filho havia sido sequestrado. Precisava fazer o
que estavam querendo. Então, por mais que me doesse, teria que ir embora dali.
Entro no quarto, pego uma mala, jogo-a sobre o balcão no closet e começo a
colocar minhas roupas dentro dela.
— Emm, o que você está
fazendo? – Lisa me pergunta
— Vou embora. Preciso ir.
— E fazer a vontade do
chantagista? Fazer seus filhos sofrerem?
— É melhor vê-los sofrendo com
o pai, do que não os ver de forma alguma.
— Você está de cabeça quente.
Pare com isso, e venha aqui, vamos conversar um pouco. – E me leva para o sofá
da varanda, onde sentamos.
— Lisa, levaram meu pequenino!
O que vão fazer com ele?
— Nada. É só para assustar
vocês.
— Ele é muito pequenininho! –
me abraço a ela e choro.
Choro como nunca mais pensei
que fosse chorar. De repente ouço gritos vindo de algum ponto da casa.
— O que está acontecendo? –
Pergunto
— Fica aqui que vou ver. –
Lisa se prontifica
— Não, eu vou. – E saio do
quarto
Percebo que era Drew quem
estava gritando. E vinha do quarto onde os pais estavam dormindo. Nunca
presenciei Drew tão irritado. Então, me dirijo até o outro lado do apartamento.
No caminho vejo que Artie está indo na mesma direção e atrás deles as meninas e
Adam.
— Mana, como você está?
— O que está acontecendo? –
Ash pergunta
— Meu filho sumiu e meu
namorado está gritando com alguém, como acha que eu estou?
— Perdão. – Penny se desculpa.
Continuo andando em direção ao
quarto. Elas falam algo. A conversa do outro lado parece que vai se acalmando
quando Artie entra. De repente outro grito de Drew.
— PENSANDO EM MIM! – e
continua falando algo em um volume um pouco mais baixo.
— Gente, o que aconteceu com
Drew? – Adam pergunta
— Com quem ele está gritando
desse jeito? – Ash estranha.
Chego na porta do quarto, ao
meu lado, Penny e Ash. Percebo que ele está gritando com a mãe.
— Drew? Por que você está
gritando com sua mãe?
— Por nada. Vou procurar meu
filho. – Ele se vira para ela. – E espero que não tenha acontecido nada com
ele. – E saiu do quarto, sem olhar para traz e nem me responder.
— O que aconteceu aqui? – Ela
pergunta
— Espero que esteja
satisfeita. Você jogou meu filho contra mim.
— Eu fiz o quê?
— Molly já chega. – Dave fala
duramente com ela. – Emm não lhe fez nada. Você. A única culpada disso é você.
Vou atrás de meu filho.
— Alguém pode me dizer o que
está acontecendo aqui? Por favor?
— Meninas, levem-na para o
quarto. – Artie pede
— PAREM! Meu filho
desapareceu. Drew gritou com a mãe. QUEREM ME DIZER QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO
AQUI? – Dessa vez sou eu quem grita.
— Ainda não temos certeza.
Mas, assim que soubermos lhe diremos, tudo bem? – Ele tenta me acalmar.
— Venha, querida. Vamos
esperar lá embaixo. Logo teremos notícias. – E as três me puxam para fora do
quarto e Adam foi acompanhar Drew e Dave, Artie ficou com a mãe.
Drew
Grant
Saio do quarto soltando
fumaça. “Como ela pode fazer isso?! Como!!!” Não consigo entender. Desço
para a sala, olho ao redor, ouço de longe a vozinha de Trixei brincando com
Sabrina. Passo pela sala de TV e vejo as duas. O desespero me encontra, vou
para o escritório. Sento em minha mesa, pego o celular, ligo para Rydan.
— Rydan, alguma notícia?
— Estamos checando as imagens
do circuito interno.
— Preciso que você venha aqui
em casa. Posso ter descoberto quem estar por trás das ameaças.
— Como assim?
— Venha até aqui.
— Estou indo. – Desligo o
telefone.
— Cara, o que foi aquilo? –
Adam entra no escritório com meu pai
— Ela estava entrando em
contato com Taylor, A.
— Acho que toda aquela
gritaria prejudicou minha audição. Parece que ouvi você dizendo que sua mãe
estava em contato com Taylor.
— Ele disse isso mesmo.
— Como assim? Por quê? Como
ela o descobriu?
— Isso caberá a polícia
descobrir.
— Você não vai entregar sua
mãe. – Meu pai me adverte
— Rydan já está subindo. –
Informo
— Cara, é sua mãe.
— Que colocou meus filhos em
perigo.
— Pera aí. Mas Taylor não está
com Bennie. Derek o matou. Você mesmo viu o corpo.
— Mas ela colocou aquele
crápula de volta em nossas vidas.
— Senhor, o detetive Rydan. –
Gwen nos informa
— Traga-o até aqui, por favor!
— Senhores. O que tem para
mim, Grant? – Pouco depois entra na sala
— Drew, você vai se
arrepender. – Meu pai me adverte
— Minha mãe estava em contato
com Taylor.
— Sua mãe? Como?
— Encontrei no celular dela
algumas mensagens para ele e outro número desconhecido.
— Cadê o celular? – Tiro-o do
meu bolso e o entrego — Reconhece esse número? – Nego com a cabeça – E sua mãe,
onde ela está?
— No quarto.
— Pode chamá-la?
— Pai? – Meu pai acena com a
cabeça e sai
— Bem, enquanto esperamos, posso
lhe garantir que até agora, Ben ainda está no prédio.
— Como pode garantir isso?
— As imagens das portarias,
não mostram ninguém saindo desde o momento em que a babá deu por falta dele.
Estamos analisando as imagens para encontrá-los.
— Já tem ideia de quem seja? –
Adam questiona.
— Não.
— Quer falar comigo? – Minha
mãe pergunta ao entrar no escritório.
— Sim. Quero falar com a
senhora sobre isso. – Ele mostra o celular a ela.
— Sim, eu estava em contato
com esse tal de Taylor.
— A senhora não podia tê-lo
trazido para nossas vidas.
— Drew, vou pedir que a deixe
falar. – Rydan solicitou
— Sim, deixe que ela conte. –
Meu pai o apoiou
— Como estava dizendo, entrei
em contato com ele poucas vezes para informar onde ela morava, ou onde ela
estava enquanto estivesse aqui conosco. Mas não fui eu quem achou ele.
— E quem foi? – ele a
interroga
— Não sei. Recebi uma mensagem
de um telefone desconhecido que me disse que sabia como afastar Emily de Drew e
dos meninos.
— E nunca viu ou falou com
essa pessoa? – Questiona novamente
— Não. Sempre foi por mensagens.
— E qual era o acordo entre
vocês?
— Eu informaria os passos de
Drew e Emily a essa pessoa e a Taylor.
— Esse é o número?
— Isso. Das vezes que perguntei quem era,
desconversava e parava de se comunicar.
— E sobre o desaparecimento de
seu neto?
— Não era para irem tão longe.
Eu juro meu filho, não era essa a ideia principal. Pelo menos era o que eu
acreditava. Juro, Dave. Não queria que nada acontecesse com nenhum dos três.
— Vamos nos acalmar. Primeiro,
vou focar nossos esforços em encontrar Bennie e depois nos preocuparemos com
essas mensagens, tudo bem? – Acenamos com a cabeça. – Então peço que não saia
da cidade, até segunda ordem.
Emily Campbell
Desço a escada. Sento-me no
sofá. As meninas estão comigo. Penny senta-se ao meu lado e me abraça.
— Calma, mana. Vamos encontrar
nosso anjinho. – Não falo nada, apenas choro.
— Não seria melhor dar algum
calmante para ela? – Lisa pergunta
— Onde está seu remédio, mana?
— Não vou tomar remédio
nenhum.
— Vou pedir para Gwen fazer um
chá para todos. – Ash sai em direção à cozinha.
A campainha toca: — Deixa que
eu atendo. – Lisa se oferece. Não vejo quem entra.
Minha mente gira em torno de
lembranças de meu anjinho correndo pela grama de nossa casa em Maui. Pulando
ondas. Celebrando quando as águas jorravam pelo Nakalele blow whole, seu
passeio favorito. As risadas que ele dava assistindo seu desenho favorito. As
longas conversas com Trixie.
— Meu filhote era tão feliz em
Maui! Por que voltamos para essa cidade?
Precisamos voltar para lá.
— Não fale bobagens. Vocês são
felizes aqui também. – Penny me repreende
— Minha Trixie? Cadê minha
Trixie? – Estou desesperada.
— Ela está com a babá. Se
acalme. – Sou informada por Lisa.
— Artie! – Ash o chama – Aqui,
Emm! Beba esse chá.
— Oi, amor!
— Cadê Drew?
— Está no escritório.
— Ele deveria estar aqui com
ela.
— Ele está ajudando a polícia.
— O que aconteceu entre ele e
sua mãe? – Pergunto
— Ele descobriu algo muito
sério.
— O quê? – Pergunto novamente.
— No momento certo, ele irá
lhe informar. Agora beba seu chá.
Vejo Molly e Dave voltando do
escritório. Adam sai com Rydan. Levanto-me.
— Você vai onde? – Ash me
pergunta. E saio andando sem falar com ninguém.
— Deixa ela. – Ouço Penny
falar. – Provavelmente vai procurar Trixie ou Drew
Passo pela sala de TV, vejo
minha princesinha brincando, alheia ao que está acontecendo com o irmão. Olho
para Sabrina, que sussurra que ela está bem, aceno com a cabeça e continuo a
minha caminhada. Paro na porta do escritório.
Ele está em pé, de costas para
a porta, observando a cidade. Entro, coloco a caneca com o chá intocado sobre
sua mesa, me aproximo dele.
— Drew? – Ele se vira para mim
— Vão encontrar nosso anjinho, não vão?
— Vão sim, meu amor. Rydan
disse que não saíram do prédio com ele. Venha cá. – Eu me aproximo dele e ele
me abraça. — Logo teremos nosso bebê em nossos braços.
— Pode me dizer o que
aconteceu lá em cima?
— Descobri algo muito sério,
só isso.
— Tão sério a ponto de você a
expulsar de casa?
— Sim.
— Ela tem alguma coisa a ver
com o sumiço de Bennie, não é?
— Por que diz isso? –
Afastando seu corpo do meu e me virando, nos deixando frente a frente.
— Por causa de uma conversa
que tive com ela. Desconfiei, mas não acreditei que ela poderia fazer algo para
machucar nenhum deles. O problema dela é comigo.
— Espero, realmente, que ela
não tenha nada a ver com isso. Seria muita decepção. Venha, vamos nos sentar no
sofá, você está tremendo muito.
E lá ficamos por muito tempo.
Só nós dois, em nossa bolha de dor. Eu com medo e culpa, e ele, a dor da
decepção com a mãe. Não falamos mais nada. Apenas ficamos nos apoiando, nesse
momento, sem trocar uma palavra. Nada que fosse proferido iria aliviar nossas
dores ou nossos medos.
Não sei quanto tempo ficamos
ali, mas de repente começaram a nos chamar. Pulei do sofá imediatamente, e saí
correndo, Drew veio atrás de mim. Quando chegamos na sala, lá estava meu bebê,
no colo de um policial. Lindo, assustado. Corro e o arranco dos braços daquele
homem. Então eu o abraço, o beijo. Sinto o abraço de Drew por trás de mim.
Nossas pernas não aguentam, nos ajoelhamos com nosso menino. Que agora chora.
Chora de susto.
— Ei, vocês dois, estão
assustando o menino. – Artie chama nossa atenção, mas o ignoramos.
— Onde ele estava? – Adam
pergunta
— Ele foi encontrado no hall
dois andares abaixo da cobertura. Sozinho. Um vizinho alertou a portaria.
— Ele estava só? Quer dizer
que ninguém o pegou? – Drew ergue a cabeça e falou com o policial
— Não. Ele foi retirado da
brinquedoteca por uma mulher.
— Que mulher?
— Ainda não sabemos. Mas
descobriremos.
— Vou dar banho nele. – Falo
levantando-me e o carregando e me dirijo ao banheiro deles.
Drew Grant
“Quem será essa mulher?” Fico
me perguntando enquanto observo Emm dar banho em Bennie. “Por que pegar uma
criança e largá-la sozinha? O que seria de mim se algo acontecesse com ele? Ou
com qualquer um dos três?”
— Emm.
— Oi, anjo!
— Vou contratar mais uma babá
e uma equipe de segurança. Já deveríamos ter feito isso.
— Infelizmente preciso
concordar com a equipe de segurança, mas não precisa de outra babá. Sabrina dá
conta.
— Se ela não estivesse só...
— Com um segurança, ela não
estaria só, ela teria ido atrás de Trixie e o segurança ficaria de olho em
Bennie.
— Sabrina fica sobrecarregada.
Não irá custar muito outra babá.
— Vamos fazer assim...
— Desculpa interromper. –
Sabrina entra no banheiro dos meninos – Mas gostaria de conversar com vocês.
— Algum problema, Sabrina? –
Eu pergunto
— Queria me desculpar por não
ter ficado de olho em Bennie hoje.
— Estávamos falando sobre isso
agora. – Drew a informa
— Quero pedir desculpas. Não
tive a intenção de deixar Bennie sozinho. Achei que estivéssemos seguros aqui
no prédio.
— Não tem que se desculpar,
Sabrina. Você não teve culpa nenhuma. – Ele a tranquilizou.
— Não sei...
— Eu estava de cabeça quente.
Lógico que não teve culpa. Estava dizendo a Emily que vou contratar alguém para
lhe ajudar com eles e seguranças. Assim ficaremos todos tranquilos.
— O senhor sabe que posso dar
conta dos dois, não sabe?
— Claro que sei. Você tem
feito um excelente trabalho com eles. Mas com essas pessoas nos ameaçando, será
bom ter olhos a mais cuidando de todos.
— Se você puder indicar alguém
de confiança, seria perfeito! - Solicito
— Se os senhores querem mesmo
uma indicação, eu tenho uma amiga. Fez o curso comigo. Acabou de deixar uma
família porque os pais acham que o menino já está grande demais para ter uma
babá.
— Ligue para ela e peça que
venha amanhã. E onde está Trixie?
— Com a senhorita Penny.
— Certo. Traga-a para tomar
banho, nós cuidaremos deles. Você já pode ir. Hoje foi um dia cansativo para
todos. – Eu a dispenso.
Quando termino de dar banho em
Trixie, descemos. Gwen fez um delicioso jantar para toda a família. Molly não
desceu. Durante o jantar, tentamos a todo custo fazer com que Drew mudasse de
ideia a respeito da mãe. Mas ele foi irredutível. Afirmou que mesmo sendo
isenta pela polícia do sumiço de Bennie, o que ela havia feito, tinha sido
muito grave para tê-la perto de seus filhos e de mim.
Antes de irem embora, perguntei
às meninas se elas sabiam o que havia acontecido, mas ninguém sabia. Eles se
fecharam em uma bolha. Tudo o que dizem é que Drew descobriu algo muito sério,
mas que quando tivessem certeza nos contariam. Esse segredo todo não me agrada.
Mas não posso fazer nada. Não agora. Molly e Dave vão para a casa de Artie.
— Eles podem dormir conosco em
seu quarto?
— Em nosso quarto, Emm. O
quarto é nosso.
— Essa não é minha casa.
— Essa é nossa casa. Minha
casa é sua casa.
— Eles podem?
— Não precisa nem perguntar.
Hoje não me separo deles por nada.
Deixo-os com o pai no quarto
enquanto vou buscar os pijaminhas deles, as escovinhas de dente e um livro para
a leitura da noite. Quando volto estão, os três numa conversa animada. Fico
parada na porta, observando os três.
— Vem, mamã! – Bennie me
chama.
— Claro meu filho! – Sento na
cama e participo da conversa.
Aos poucos o cansaço vai
pegando os dois. Então os trocamos, levamos para escovar os dentes. Deitamos na
cama os quatro, sendo os dois entre a gente. Leio a história, pedem pro pai
ler. No meio da segunda leitura ele começam a dormir. Quando estão realmente
dormindo, levanto-me e vou tomar banho.
— Emm, você pode chegar aqui,
por favor? – Drew me chama até o closet quando saio do banheiro.
— O que foi, babe?
— O que foi que aconteceu com
suas coisas?
— Eu as estava colocando na
mala.
— Por quê?
— Você sabe.
— Não, Emily. Eu não sei. –
Seu tom é sério, duro.
— Bennie foi sequestrado por
minha causa. Não posso mais ficar com vocês. É egoísmo meu.
— Simplesmente, eu não
acredito nisso. Será que toda vez que algum problema acontecer, você vai pensar
em nos abandonar?
— Não foi um simples problema.
Sequestraram nosso filho e a culpa é minha por estar aqui com você. Essa pessoa
nunca vai nos deixar em paz.
— Pensei que você já tinha
superado isso. Como se não bastasse a decepção com minha mãe...
— O que você quer dizer com
isso?
— Nada. É melhor dar esse
maldito dia por encerrado. Vou tomar banho para relaxar e tentar dormir.
Ele sai do closet sem dizer
mais uma palavra. Volto para o quarto, deito na cama. O estresse foi tão grande
que durmo quase imediatamente. Não percebo a hora que Drew deita. Ou se ele
chegou a deitar. Acordo no meio da madrugada, assustada. Procuro os meninos...
Não estão na cama...
— Eu os levei para o quarto
deles. Você estava muito agitada. – Ele está sentado numa das poltronas do
quarto, próximo a janela.
— Tive pesadelos.
— Percebi.
— Você não dormiu?
— Não consegui. – Levanto-me e
vou até ele. Sento na poltrona ao seu lado.
— Vamos conversar? – Ele dar
com os ombros — Drew, foi um dia muito tenso. Eu não estava pensando
claramente.
— E será sempre assim, né, Emily?
Qualquer ameaça, você deixará de pensar claramente e procurará a solução mais
fácil: fugir
— Você acha que é fácil para
mim deixar os meninos e você novamente? – Ele dá novamente com os ombros. —
Acha que não sofri quando você me deixou a três anos atrás? Quando descobri que
carregava um pedaço de você comigo e não poderia estar junto? Que precisaria ir
para longe, que não teria nem a minha vó comigo? Foi muito fácil, estar vivendo
novamente meu amor por você, ver minha família reunida e ter que me afastar?
Para a segurança de nossos filhos? – Ele dar novamente com os ombros, sem olhar
uma vez sequer para mim. – Droga, Drew, olhe para mim e pare de dar com a merda
dos ombros. Você realmente acha que fugir de vocês é a solução mais fácil para
mim?
— Não sei o que se passa em
sua mente.
— Pois eu vou lhe dizer. O
único momento em que tive paz, me senti segura e confiante de que tudo daria
certo foi quando estive em seus braços. Abraçada por você em seu escritório.
Foi o único momento que confiei que daria tudo certo. E percebi que meu maior
erro não tinha sido voltar para cá dessa vez. Meu maior erro foi ter ido embora
quando engravidei.
Saio da poltrona, me ajoelho
no chão, em frente a ele, afasto suas pernas, me aproximo e o abraço. Ele me
devolve o abraço. E sussurro em seu ouvido:
— Eu te amo! Você é meu anjo
protetor! Nunca mais sairei de perto de você.
— Meu filho foi tirado de mim!
A culpa foi minha! – E ele chora
Ver aquele homem chorando,
como um bebê, se culpando mais uma vez porque algo de ruim aconteceu com alguém
que ele ama muito doeu meu coração.
— Me perdoa, Emm! Me perdoa!
Deveria ter cuidado mais de você e dos meninos.
— Shii! A culpa não é sua.
— Já devia ter contratado
seguranças para cuidar de vocês. Mas farei isso na primeira hora amanhã. Isso
nunca mais vai acontecer.
— Ei, você não é culpado de
nada. Nenhum de nós previu que isso aconteceria. – Ele escorrega da poltrona e
nos abraçamos e nos beijamos ali mesmo num canto do quarto.
A claridade em encontra
deitada na cama. O dia nasceu lindo. O sol já estava alto quando despertei. Não
lembro como vim parar na cama. Tento lembrar do dia anterior. “Ontem teria
sido um bom dia para ter um lapso. Não lembraria de nenhuma dor que senti.”
– Penso. Mas infelizmente, lembro de tudo. Exatamente tudo.
Então, um novo dia!
Levanto-me, vou para o banheiro, ligo o chuveiro, tomo um banho completo, lavo
meus cabelos. Mesmo preferindo deixar meus cabelos secarem ao natural, uso o
secador. Faço uma maquiagem bem caprichada, mas natural. Visto o robe e vou
para o closet. Escolho uma calça justa de malha branca, pego uma blusa um pouco
mais justa preta e uma blusa xadrez no armário de Drew. Queria senti-lo perto
de mim. Desço direto para a cozinha, me sirvo de uma xícara de café.
— Como a senhorita está hoje?
– Gwen me pergunta
— Ficaremos todos bem. E os
meninos? Sabrina os levou para a brinquedoteca? – Ela acena com a cabeça. — Por
que não?
— Acho que ela está com medo.
A senhorita sabe. Por causa de ontem. – Aceno com a cabeça.
— Então onde eles estão? – Ela
aponta para a varanda. – Humm, vou dar um cheiro neles.
— Quer alguma coisa para
comer? Temos bagels. – Pego um e saio pela porta que dá na piscina e vou ao
encontro deles.
— Bom dia, meus anjinhos!
— MAMÃ! – Eles largam tudo e
correm para mim.
— Estão brincando com Bina? –
Eles acenam com a cabeça. – Bom dia, Sabrina!
— Bom dia, Emily. Petra
chegará a qualquer momento para conversar com a senhora. – Aceno com a cabeça.
— Srta. Emily, Sr. Drew pediu
para que fosse vê-lo no escritório. – Gwen me avisa.
— Drew não foi para a
construtora? – Elas negam com a cabeça — Deixa ver o que ele quer. – E caminho
pela varanda até a sala de TV, entro por ela e vou para o escritório.
— Não foi trabalhar hoje?
— Trabalharei de casa. Sabrina
me disse que em breve a babá virá conversar conosco.
— Ela me disse. – Dou uma
mordida no bagel.
— Acordou com fome hoje! –
Aceno com a cabeça. – Já acertei com uma agência de segurança. Os seguranças
chegarão antes do meio dia.
— Quantos?!
— Solicitei dois para cada um.
— Não acha muito? Quatro
seguranças para duas crianças, com duas babás?
— Não são quatro, são oito.
— Meu amor, é muito! Para que
tanto?
— Dois turnos de 12 horas cada
um.
— Drew para que alguém a noite
aqui em casa?
— Pegaram Bennie no prédio.
Então até segunda ordem. Dois para cada um de nós.
— Drew, Estamos falando de
quatro seguranças à noite em casa com nós dois aqui. Deixa seis ao todo. Quatro
durante o dia e dois a noite.
— Não tinha pensado nisso. Vou
conversar com o pessoal da agência.
— Com licença, avisaram que a
amiga de Sabrina chegou.
— Assim que subir, pode
trazê-la até aqui, Gwen, por favor. – Peço. —
Então você hoje não vai à
construtora?
— Não. Por quê?
— Preciso ver onde trabalharei
hoje.
— Podemos dividir o
escritório, não?
— Pode ser. – Sento no sofá e
ligo para o escritório.
Decidimos ficar com Petra como
segunda babá. Ela começa imediatamente. Os seguranças chegam. Com os seguranças
e outra babá, autorizo que levem os meninos para o parque a tarde. Eles
precisam ficar ao ar livre. Voltar a trabalhar ao lado de Drew é um prazer.
Mesmo sendo coisas diferentes. Ao longo do dia fomos conversando sobre nos dar
momentos de tranquilidade. Então, decidimos colocar o pé na estrada e fazer uma
surpresa a Nana. Informamos nos escritórios que entre hoje e sexta trabalharíamos
remotamente. No final da tarde, saímos em dois carros. Nós quatro em um e dois
seguranças e as babás no outro nos seguindo.
Está em Mystic City com a
família, sem medo de encontrar Taylor foi a melhor experiência que poderia ter
vivenciado em minha vida. Ver meus filhos correndo pelo quintal onde eu e Penny
corremos durante toda nossa infância, não teve preço. Não fizemos nenhum grande
passeio pela região. Apenas curtimos a cidade, o lago próximo de casa. Nana
amou nos ver juntos, felizes. Mas ficou preocupada com os seguranças.
— Vó, também não gosto disso.
Mas não arriscarei mais passar o susto que passei na terça. – Estava
conversando com ela enquanto nos preparávamos para um piquenique.
— E já tem alguma notícia
sobre ela?
— Não. Drew falou com Rydan antes
de virmos para cá. Nenhuma novidade. A melhor pista é um número que estava
sempre em contato com Taylor e comigo. Era esse número que dizia o que devíamos
fazer.
— Tomara que isso acabe logo.
– Concordo com a cabeça.
No domingo antes do pôr do sol
pegamos a estrada novamente. Embora fosse muito melhor viajar a noite por causa
das crianças, preferimos sair por volta das quatro da tarde, assim chegaríamos
relativamente cedo na cidade, poderíamos nos preparar para a segunda-feira.
***
Nenhum comentário:
Postar um comentário