Ficamos combinadas assim: dois capítulos por dia até terminar. Está faltando pouco para nos despedirmos desse lindo casal. A tristeza já está batendo junto com a saudades deles.
Mas já estou pensando em outras histórias. Novos casais apaixonantes e outros destestáveis como Taylor e Rebbeca, que tal?
Nos dois dias seguintes, Drew
não sai do hospital. Ele e minha vó discutem sobre onde eu ficarei. Ela quer
que eu volte para Mystic City com ela, ele afirma que não se afastará de mim,
então ficarei na casa dele.
— Posso saber se minha opinião
tem algum valor nessa discussão de vocês?
— Desde que concorde comigo,
minha filha. Pode expressar à vontade. Sabe que lá, você terá a mim para cuidar
de você e dos meninos.
— Vó, adoraria receber seus
cuidados, sei que seria bem paparicada. Mas tenho meus compromissos aqui. Não
posso abandonar tudo.
— Você não estava trabalhando
de casa? – Sacudo a cabeça concordando – Então trabalha de lá.
— Nana, você fica com ela lá
em casa o tempo que quiser. Ainda dormiria no quarto ao lado dos meninos. Ficariam
todos bem juntinho.
— Você tem solução para tudo,
não senhor Drew? – Ela questiona muito séria.
— Para tudo, tudo, não. Mas no
que diz respeito a minha família. Sim. Vou precisar sair rapidinho. O médico
ficou de vir hoje à tarde para falar da sua alta e quero estar aqui na hora.
— Vai onde? E se ele chegar e
você não estiver aqui? - Pergunto
— Logo depois do almoço volto.
Ele disse que vinha no meio da tarde. Vou buscar suas coisas no apartamento e
levar para casa.
— Por que não deixa para levar
quando ela tiver alta? – Nana perguntou
— É muita coisa, Nana.
— Certo. Então vá logo. – Ele
vem e me beija. E em seguida, dá um beijo na testa de Nana e sai.
— Que bom que vocês se
acertaram.
— Ele me faz muito feliz, vó.
Sei que errei e que estou pagando por minhas escolhas do passado. E o que dói
mais, é saber que meus anjos também estão pagando.
— Não fique assim. Acabou esse
sofrimento. Vocês estão construindo uma linda família, minha flor! Tive a
chance de vê-lo com os meninos. Parece que sempre viveram juntos.
— Vó. No dia que levei meus
anjos para conhecerem o pai, resolvi fazer um jantar para todos. Pouco antes de
Drew chegar, Trixie pressentiu sua presença.
— Como assim?
— Minutos antes dele tocar o
interfone, ela foi até a porta e falou “Dandão”, que era como eles o chamavam.
— A ligação deles três é muito
forte. É visível isso. E ficamos conversando sobre os três. Nana me conta as
peripécias dos dois com ela e com o pai. Fala da relação dela com os pais de
Drew. Molly, tentou em vão, levar os meninos de volta para Manhattan, principalmente
quando Drew estava no hospital. Ela não desiste de ficar com meus filhos e
cuidar deles de seu jeito.
Drew
Grant
Passo no apartamento do
Brooklyn, pego as coisas de Emm e sigo para a casa dela. Preciso fazer uma
rápida vistoria na finalização das obras. Conseguimos terminar tudo no prazo
dado. Quer dizer, no segundo prazo dado. Durante a obra descobrimos alguns
problemas que nos atrasaram em duas semanas. Não me preocupei em cumprir o prazo
dessa vez, não fiquei no pé dos operários. Queria que tudo garantisse a
segurança e o bem estar deles. Afinal, essa seria a casa da mulher de minha
vida e dos meus anjos.
Depois de verificar tudo, a
obra estava realmente nos últimos momentos. No máximo em dois dias entregaremos
à equipe de decoração. Já avisei que não temos pressa para que entreguem a
casa. Quanto mais demorarem, por mais tempo a tenho comigo.
Quando chego em casa, trazendo
todas as bagagens de Emm e Nana, deixo-as num canto da sala para que alguém as
arrume nos quartos. Quero organizar tudo e sair logo. Já passou da uma hora da
tarde.
— Sabrina, os meninos estão
prontos? – Enquanto estava a caminho liguei para ela pedindo que arrumasse as
crianças.
— Oi, filho! Para que essa
pressa?
— Oi, mãe. Preciso voltar para
o hospital.
— Você não deveria ficar tanto
tempo lá. Os meninos sentem sua falta.
— Hoje isso acaba, mãe.
— Sim, sr. Drew. Estamos prontos.
— Só um instante e saímos.
Onde está Gwen?
— Na cozinha. Por quê? – Minha
mãe pergunta
— Preciso pedir algo a ela. –
E me direciono à cozinha. – Gwen, por favor, arrume meu quarto, Emily está
vindo para cá. E arrume o quarto de hóspede também, a Nana também vai ficar
aqui. As bagagens delas estão na sala.
— Isso é um absurdo!
— O que é um absurdo, mãe?
— Essa menina vim para cá e
ainda trazer a avó.
— Mãe, eu não entendo essa sua
animosidade com Emm. Ela sempre lhe tratou super bem.
— Assim como eu. Mas ela lhe
separou de seus filhos. E fez seu melhor amigo mentir para você. Ela não serve
para cuidar de meus netos nem ficar com você.
— Ela não fez Adam mentir para
mim. Ele respeitou a vontade dela, assim como ela respeitou a minha decisão de
não ficarmos juntos a 3 anos atrás. Ela cuida muito bem deles. Aliás, tão bem
quanto a senhora cuidou de nós três. – Ela vira os olhos. E meu pai entra na
cozinha. – Ótimo, meu pai. Quero que os dois escutem bem. Sempre foram bem
vindos aqui em casa. Mas se for para implicarem com Emily, meterem o dedo na
forma como ela cria nossos filhos, acho melhor voltarem para Pensacola.
— Epa! Amo minha nora. Ela
provou que, pensa nos meninos acima dela mesma, quando os deixou aqui conosco
quando foi ameaçada. – Meu pai se defendeu
— Eu sei, pai. A senhora
entendeu, mãe? – Ela acena com a cabeça. – Ótimo. Voltando, Gwen, pode fazer
isso para mim?
— Claro, sr. Drew. Vai
precisar de alguma coisa específica para o quarto do senhor?
— Não. Só arrume. Troque os
lençóis, as toalhas, faça uma limpeza bem caprichada. Vamos, Sabrina? – Estou
irritado.
— Vamos.
— Meninos, vamos ver mamãe?
— EH!!! Mamãe!!! – Os dois
gritam.
Pego-os no colo e nos
dirigimos para o hospital. A ida leva cerca de trinta minutos. Os meninos
fazendo a maior festa no carro. Estão sentindo a falta da mãe. Nunca ficaram
longe dela. Essas semanas afastados foi muito difícil para eles. Tinham
pesadelos todos os dias. Acabou que passaram a dormir em meu quarto para
estarem próximos a mim. Emm tinha razão, o quarto deles ficava muito distante
do meu, e eles eram muito pequenos. Minha mãe disse para deixá-los no quarto,
que ela cuidava deles, mas eram minhas obrigações. Obrigações maravilhosas, mas
eram minhas. Não fazia sentido.
— Boa tarde! – Digo ao entrar
– Tenho uma surpresa para você, babe!
— Surpresa? Qual?
— Entrem. – E Sabrina entra
com os dois.
— Mamãe!! – O sorriso dela
irradia felicidade – Mamãe!!
— Meus amores!! – Vejo
lágrimas em seus olhares, eles se desvencilham de Sabrina e correm para a mãe.
— Calma, crianças! Mamãe está
dodói! – Aviso a eles ao carregá-los para colocá-los na cama.
— Mamãe tava morrendo de
saudades! – eles se abraçam e se beijam. – Babe, você se alimentou?
— Ainda não. Depois eu faço
isso.
— Vai, meu filho. Fico de olho
nos três, enquanto você come.
— E o médico?
— Se ele entrar e você não
estiver aqui, te ligo e peço que ele espere, certo? – Aceno com a cabeça. E vou
até a lanchonete do hospital.
Emily
Campbell
Deus! Como estava com saudades
de meus filhos!
— Anjinhos como vocês
cresceram!
— Mamãe! Ben bateu vovó!
— Bem você bateu em sua vó?!
— Emily, que bom que você está
bem. Ele a ouviu falando da senhora, e foi defendê-la. – Sabrina me explica
— Obrigada, Sabrina. –
Volto-me para ele. - Meu filho não pode bater na vovó. - O que ela fez?
— Seu Drew reclamou com ele na
hora.
— Ela estava falando de mim
para Drew? Não é de estranhar. Não sei o que foi que eu fiz a ela para me odiar
tanto.
— Ela a culpa por ter afastado
os meninos, por Trixie ir para o hospital daquela vez e por ter os colocado em
risco.
— Ela só pode estar maluca. –
Minha vó comenta.
— Não, vó. Agora, lembro que
Ash disse que com ela é a mesma coisa. A diferença é que Ash é segura de si.
— E você também é.
— Oh, vó! No que diz respeito
a relação sogros-nora, não sou não. Os únicos foram os pais de Taylor, e nunca
prestei para o pai, e a mãe, apesar de me tratar bem, o fazia como forma de
compensar o jeito do marido e do filho comigo. Tudo que fiz para agradar a ela,
deu errado.
— Vejo que o quarto está
cheio! – O médico comenta ao entrar – Que crianças lindas, Emily!
— Obrigada, dr. – Agradeço – O
senhor pode esperar um pouco. Vó me dá o celular. – e quando ela me entrega,
vejo que tenho uma mensagem – Depois eu leio. Anjo, o médico chegou.
— Estou no corredor do quarto,
já entro. – Ele me responde.
— Ele já está aqui no
corredor. Só uns instantes. – E abro a mensagem.
“Não pense que com a morte daquele
incompetente você está livre de mim. Afaste-se dos três.”
O horror toma conta de minha
face quando leio aquilo na mesma hora que Drew entra.
— O que foi? Teve alguma complicação?
– Apenas estendo o telefone para ele.
Ele lê a mensagem e fica
quieto: — Vamos ouvir o que o dr. tem a nos dizer. Depois resolvo isso.
— Bem, seu organismo cuidou do
jeito dele de seus ferimentos. E cuidou muito bem. Tudo ficou ótimo, não temos
sequelas nenhuma. Podemos liberar você para ir para casa.
— Algum cuidado especial em
casa? – Nana pergunta
— Deve permanecer em repouso o
máximo possível. Mas não precisa ser absoluto. Faça a fisioterapia recomendada
e espere mais uma semana para retomar as atividades normais.
— Mais uma semana? E meu
trabalho?
— Tem como fazê-lo de casa?
— Ter, tem, mas já estou a
muito tempo afastada do escritório. Acho que já abusei demais da paciência de
minha chefe e o conselho deve estar pedindo minha cabeça.
— Não se preocupe com isso
agora. Daremos um jeito. Você esteve internada. – Drew fala. – Vamos arrumar
tudo e ir para casa. Obrigada, Dr.
— Caso sinta algo, volte ao
hospital imediatamente.
— Certo, dr. – O médico sai e
falo com Drew. — Acho melhor ficar no apartamento. A casa está quase pronta,
não?
— Isso não está aberto a
discussão. Gwen está arrumando a casa para as duas. Nós já havíamos conversado
sobre isso, Emm.
— Mas Drew, eles ainda estão
em perigo. Viu a mensagem.
— Vocês estão seguros enquanto
estiverem comigo. Acabou a discussão.
— Mas...
— Emily, já conversamos sobre
isso. Não vou permitir que soframos mais por causa de algum lunático. – Sua
irritação não é só por causa de minha resistência, posso perceber
— Filha, deixe de teimosia.
Enquanto vocês estiverem perto deles, ninguém lhes fará mal. – Nana tenta me
acalmar.
— Acabei de enviar a mensagem
para o amigo de Derek. E ele vai resolver isso.
— Está tudo pronto aqui, Sr.
Drew.
— Emm, vamos trocar essa roupa
e ir para casa. – Minha vó me chama
— A casa será entregue quando?
— Só quando desmascararmos
quem está ameaçando nossa família. – Ele me responde, o tom de sua voz é severo
— E se não acontecer isso?
— Você fica lá em casa.
— Drew, isso é precipitado. Nós
dois morarmos juntos.
— Porra, Emily, vamos pensar
nisso quando isso acontecer. – Ele está realmente irritado - Compramos um apartamento
no meu prédio se for necessário. Agora, vá se trocar. Daqui a pouco vão vir com
a cadeira de rodas. – Ele me ordena.
Tudo arrumado, estamos
conversando e observando os meninos brincarem, enquanto esperamos virem me
pegar. Não estou confortável com essa nova ameaça. “Tá, eu devia estar
preparada para que continuassem. Derek nos advertiu antes de retornar para
Maui. A licença dele havia acabado.”
— Drew, chega aqui perto, por
favor! – Ele estava sentado no sofá.
— O que foi? Tá sentindo algo?
– Sua voz soa preocupada, mas doce
— Não. Não é nada comigo. O
que você tem? Está irritado.
— E não era para estar? – Sua
voz deixa de ser doce. — Com essa pessoa que não desiste?
— Mas você já chegou assim. O
que aconteceu?
— Só tive uma pequena
discussão com minha mãe.
— Ela não me quer lá, né?
— Ela não tem que querer nada.
O apartamento é meu. – Ele realmente está muito irritado.
— Babe, eu não quero ser o
motivo de vocês brigarem. Me leva para o Brooklyn e ficaremos bem.
— Você poderia deixar de
teimosia? Ou quer me irritar ainda mais.
— Podemos ir? – O enfermeiro chega
com a cadeira de rodas.
— Não tenho outra opção.
Vamos. – Digo desanimada com a conversa com Drew.
Os meninos estão bem felizes
por estar comigo. Então acabei vindo no banco de trás com eles. Fizemos o
percurso brincando, eu, os meninos e Sabrina. Brincando e cantando. Drew não
falou uma só palavra. O caso na casa dele deve ter sido muito sério.
Meia hora depois estávamos
estacionando na garagem do prédio. Eu seguro Bennie e Nana, Trixie, enquanto
Sabrina e Drew descarregam o carro. Ao terminarem entrego Bennie a Sabrina e nos
dirigimos para o elevador. Ele continua calado. A fisionomia não é nada boa.
Nunca o vi assim. Nem mesmo quando lhe contei dos gêmeos. Quando chegamos na
cobertura, os pais dele estão na sala nos esperando.
— Minha nora! Que susto foi
esse! – Dave me recebe de braços abertos.
— Foi, meu sogro. Foi um
grande susto! Mas espero que tenha terminado.
— Emily! – Drew me repreende.
Olho para ele perguntando “O quê?” — Nada. Mãe, não vai cumprimentar
Emm? – Seguro em seu braço e sussurro: “Não precisa” — Mãe.
— Que bom que está de volta e
bem, minha filha! – Ela me cumprimenta friamente.
— Muito obrigada, Molly!
— Gwen, tudo pronto?
— Sim, sr. Espero que esteja
tudo a seu agrado, Srta. Emily. É muito bom tê-la de volta.
— Vamos subir, Emm. Você
precisa descansar.
— Obrigada Gwen. Prefiro ficar
na sala da TV ou aqui mesmo.
— O médico disse...
— O médico disse que preciso
ficar em repouso, mas não disse que tinha que ser na cama. – Eu o interrompo. —
Quero ficar perto dos meus filhos e de você, se você puder. – E tento fazer a
cara de gato de bota.
— Boa tentativa, mas essa cara
não foi convincente. De qualquer jeito, farei sua vontade. – Dou um sorriso —
Vamos. – E nos dirigimos com os meninos para lá.
A sala de TV tinha um grande
sofá em L, bastante largo, em couro marrom escuro, com duas mantas e algumas
almofadas coloridas. Em frente ao sofá, havia uma lareira e acima dela a TV. Na
cornija da lareira tinha um console de vídeo game, fotos da família dele e um
lindo vaso decorativo. Além de uma mesa para jogos de carta e outra de sinuca.
Em um canto, havia um baú com brinquedos das crianças.
Drew sentou esticando suas
pernas no canto do L do sofá, se posicionando de frente à lareira, e eu ao seu
lado, apoiando minha cabeça em seu peito, praticamente deitada. Os meninos
foram correndo para o baú e começaram a espalhar brinquedos pela sala.
— Babe. Posso lhe pedir um
favor? – Pergunto-lhe
— Desde que não seja para
voltar pro Brooklyn, peça o que quiser.
— Não faça mais aquilo com sua
mãe.
— Ela não para de criar caso.
— Eu entendo a posição dela.
Ela tem medo que eu o magoe novamente. Nós duas precisamos nos entender. Ela
precisa perceber que eu não irei para lugar nenhum nem tirarei nossos filhos de
vocês.
— Ela não quer saber disso,
anjo. Ela já enfiou na cabeça dela que você não serve para mim nem para os
meninos.
— Vamos tentar reverter a
situação.
— Já dei um ultimato para ela.
Ou ela lhe respeita, ou pode voltar para Pensacola.
— Você o quê? Isso só vai
piorar nossa situação.
— Já tá feito. Vamos conversar
sobre algo mais prático e em nossas mãos.
— O quê?
— A segurança de vocês.
— O que você tem em mente?
— Precisamos contratar uma
empresa.
— Não acha muito extremo?
— Emm, acho que quem está nos
ameaçando, está falando sério.
— Eu sei. Mas não ficaria
confortável com uma pessoa nos olhando o tempo todo.
— Mas é preciso.
— Não acho que gastar esse
dinheiro seja uma boa opção, acho melhor guardar para faculdade deles.
— Campbell! – Ele fala duro.
— Tá. Vamos pensar sobre, ok?
– Ele acena com a cabeça.
E ficamos assim durante algum
tempo. Logo os dois se juntam à gente e acabamos cochilando os quatro.
Acordamos com a conversa de Artie, Ash, Penny e Adam. Eles vieram jantar
conosco. Estar com a turma é muito bom. Rimos sempre, falamos muita bobagem. As
provocações entre os rapazes nos enchem de uma leveza tão grande. A família
toda reunida, incluindo minha vó e os pais dele. A noite passa que nem
percebemos. As crianças capotam no tapete onde estavam brincando.
— Olha para ali. – Adam aponta
para onde eles estavam.
— Oh, meu Deus! Estavam
mortos! – Comento
— Artie, é melhor irmos! – Ash
indica — Já é tarde. Vou acertar com Lisa, Emm, para virmos discutir a
decoração da casa. – Aceno com a cabeça
— Quando quiserem. Não irei a
lugar algum. – Falo fazendo bico.
— Deixe de manha. – Drew
segura meu queixo e me beija o bico.
— É melhor irmos todos. – Adam
sugeri. — Emm precisa descansar. Até amanhã, mano. E nos despedimos de todos.
— Vou levar os meninos para o
quarto e você me espera aqui. – Balanço a cabeça.
— Filha, quero falar com você.
— Oi, Nana. O que foi?
— Você e os meninos estão bem.
Acho que devo ir.
— Mas vó, não ficamos juntas!
— Ficamos sim. Só que você não
viu. – Ela sorri.
— Gaiata. Fica mais um pouco!
– Faço carinha de gato de botas
— Comigo essa carinha nunca
funcionou. Preciso cuidar do restaurante.
— Entendo. Só queria seu
carinho um pouco mais.
— Vou no fim de semana, tudo
bem?
— Se não tem outro jeito!
— Outro jeito para...?
— Nana vai voltar no fim de
semana.
— Já?
— Tenho meus compromissos.
— Entendo. É bem vinda sempre,
basta chegar. Babe, vamos? – Ele vem até a mim, me beija a testa e me carrega.
— Drew! – solto um grito – Me
coloque no chão. Posso andar.
— Mas não deve. Então eu te
levo.
— Nana, manda ele me colocar
no chão!
— Drew, coloca ela no chão. –
Ela fala sem vontade.
— Nana, amo você, mas não vou
obedecer. Ela vai no colo. – E sai da sala e ela nos segue rindo.
— Sr. Grant, por favor, me
coloca no chão. AGORA! – Ordeno com um grito.
— Pare de se debater, vai
abrir os pontos, Campbell!
— Então me coloca no chão! – E
o soco levemente
— Pare de fazer cócegas, vou
acabar largando você! – Ele me adverte divertidamente.
— Não se atreva a me largar!
— O que está acontecendo aqui!
— Molly, pede para ele me
largar.
— Mãe, ela não pode fazer
esforço. E subir escadas é fazer esforço.
— Minha nora, ele tem razão.
Você não pode fazer esforço. – Dave fica do lado dele
— Drew, são poucos degraus.
Ela não está confortável. E do jeito que ela está, vai ser pior. – Molly fica
do meu lado
— Então, ela que pare! - E
começa a subir as escadas.
— Viu, como eles se divertem
juntos? – Ouço meu sogro falar com Molly.
Dou-me por vencida, abraço-o e
enfio minha cabeça entre seu ombro e o pescoço.
— Assim é muito melhor, não? –
Concordo com a cabeça. Amo ficar assim.
Entramos no quarto, ele me
coloca delicadamente na cama. Arruma os travesseiros junto à cabeceira e me
move até eles.
— Fica aí, que vou preparar
seu banho.
— Ei, - Ele para e se vira –
Te amo, viu. – Ele volta até a mim.
— Eu te amo mais. – E me
beija. – Sou feliz com você ao meu lado.
— Também sou. – O beijo
novamente. E ele vai para o banheiro.
Minutos depois ele retorna,
novamente me carrega, entramos no banheiro, ele me coloca no chão, tira nossas
roupas, protege a região dos meus pontos, entra na banheira, me chama, entro e
me sento de costas para ele. E ficamos assim por alguns momentos, apenas
curtindo aqueles instantes de paz. Então ele pega a esponja e o sabonete e
começa a passar em meu corpo. Quando acaba, ele me afasta dele, levanta-se, me
ajuda a levantar, abre a saída da água da banheira e liga o chuveiro, para que
o sabão saia de nossos corpos. Desliga, sai da banheira, me ajuda a sair. Pego
a toalha para me enxugar...
— O que pensa que está
fazendo?
— Vou me enxugar!
— Nada de esforço. Hoje eu
faço tudo para você! – E me beija. E começa a me enxugar
— Amor, não precisa.
— Eu sei, mas eu quero. – Então
permito que ele o faça.
Quando estou enxuta, pega
minha camisola, “Que horas ele a colocou aqui?”. Começa a se enxugar e
eu a caminhar em direção ao quarto. Quando ele segura meu braço, e faz sinal
para que eu espere. Veste a calça do pijama e me carrega novamente.
— Amor, eu posso andar até a
cama.
— Pode me dar esse prazer? –
Abraço seu pescoço e deposito minha cabeça em seu ombro. — Assim é melhor!
— Você vai me acostumar muito
mal!
— Você merece ser tratada como
rainha. – Diz isso ao me colocar na cama novamente.
Dá a volta na cama e se deita
e me puxa para seu corpo. Fica alisando minhas costas e eu seu peito. Queria
muito ficar nessa bolha de felicidade e amor para sempre. Nada poderia nos
afetar ou nos atingir. Aqui estamos protegidos e felizes. A paz toma conta do
quarto. Ele desliga as luzes, deixando apenas as arandelas nas laterais da cama
acessas. Nossos corações batem no mesmo compasso, nossas respirações no mesmo ritmo.
E assim adormecemos. Envoltos na penumbra do quarto, com os corações emanando
paz e amor.
***
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